Letter

That’s why i love you. That’s why i hold you, dear.” – Interpol.

My heart beats faster when you are not around, but it also beats faster while you are here. It seems it will come out of my mouth when i afraid. That’s why i hold you so tight, so you can never leave. The best part of me is the one with you in it. You take the best of me and i give you my best. I denied myself so many times, but now i can’t hide my feelings anymore. I am in deeply in love with you. You gave a meaning to my life, and i would do for you all the things everyone never did for me. Just there aren’t words to explain how much you mean to me. I must have said this a hundred times, but just don’t forget it. It is so true, nothing in this world could be more true than this and the feelings i have for you. You make me a better person, and we are better when we are together. I always felt so alone, and you complete like jeans and a belt. We know ourselves so well, but you know me better than i know myself. That’s all i know. I don’t have faith in myself so i try to control myself the most i can, so i don’t show you how insecure i am. It’s just because i never found someone like you, and i don’t wanna lose you for nothing in this world. I don’t know why i’m writing this in english, but it’s just more cute than if it was in portuguese, that’s for sure. In your arms i feel like home and i do like to have a second home. I love the way you smile when you look at me. I love the way you look at me and think of many things i have no idea. I love when we are together and the world seems to spin slowly. I love to spend time with you. I am lost when you are not around. I love when you hug me so tight and kiss me smoothly. I love everything about you. I love to love you. I don’t want anybody else. All i want is you.

”Love is old, love is new. Love is all, love is you.” – The Beatles

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Dentro da Música

Dentro da Música

A música é um remédio para muitas doenças que não tem nome. É cura para saudade, coração partido, tristeza, tédio, emoção, felicidade, indiferença, raiva e amor. Ao entrar pelas orelhas, múltiplos timbres tocam e vibram os tímpanos. Então, finalmente, é possível ouvir o som. A música é capaz de nos levar a lugares desconhecidos e desejados. Sem sair do lugar. Separa-nos da vida medíocre do dia a dia e nos leva a um novo mundo. Um mundo que moldamos da maneira que nós quisermos, com infinitas interpretações. Cada um sente a música de um jeito, e cada interpretação é um universo particular. Desde sempre, a música esteve presente nos mais diversos contextos, e assim continuará. Para sempre eternizada dentro de nós, como uma parte essencial da vida. Diversos instrumentos que fazem mágica, e transformam o lixo em flor. Música. Sempre você. Um eterno obrigado.

Retrospectiva 2013

Superstição ou não, os anos ímpares não costumam me trazer muita sorte. E é claro que esse ano não seria diferente.

Eu ia fazer essa retrospectiva mais para o fim do ano, mas, como estou de porre pós abstinência alcoólica de dois meses, achei que seria propício, e mais interessante, fazê-la já.

Vamos aos fatos: vi ídolos, familiares e pessoas que admiro morrerem. Não pude ir ao enterro do meu padrinho. Não fui pra Porto Alegre no niver da Sis. Prometi que iria, mas não pude ir. Não consegui realizar esse sonho. Fui pra São Paulo duas vezes e não consegui ver nenhuma das pessoas que eu gostaria de ver. Não fui o filho que eu gostaria de ser, muito menos o neto. Não fiz as viagens missionárias que gostaria de fazer. Perdi o amor da minha vida, tendo que vê-la de segunda à sexta, toda semana. Perdi amizades que eram essenciais e vitais, tudo por culpa minha. Passei madrugadas e mais madrugadas acordado, pensando na vida e em tudo que me trouxe até aqui. Aproveitei a vida também, ao extremo, enquanto ela tinha graça de ser aproveitada.

Algumas coisas simplesmente perderam a graça, e não sei o que é necessário fazer para que volte a ter.

Melhorei consideravelmente como escritor, sendo esse ano o mais produtivo de todos, em questão de produção literária. Nunca escrevi tanto, e com tanta qualidade. Conheci pessoas incríveis, outras nem tanto, algumas pelos caminhos, outras pelas andanças. Desconheci outras. Criei vínculos, uns fortíssimos, outros nem tanto. Criação. 

A gravidade pesou mais forte nos meus ombros esse ano. Eu pensei em desistir de tudo, e nunca mais voltar. Mas busquei forças sabe-se lá onde e fui além, e resisti a tudo. ”Um guerreiro de fé nunca gela, não agrada ao injusto e não amarela.” Cá estou. Esse ano aprendi demais com a vida e ela aprendeu demais comigo também. Desistir? Jamais. Mesmo que tudo conspire contra mim.

Teve muita coisa boa também, teve muito beijo, muito sorriso, muito abraço, muito chamego, muito amasso, muito colo, muito carinho, muita parceria, muita viagem, muito evento, muito jantar, muita festa, muito churrasco, muita comida boa (sem trocadilhos, por favor), muita emoção, e acima de tudo, muito frio na barriga. Ah, e muito táxi. Acho que esse ano poderia ser chamado de ‘O ano do táxi’, nunca andei tanto nos laranjinhas.

Tudo que é demais sufoca, perturba, vira moda. E a moda passa, acaba.

Cresci como pessoa, intelectualmente, mentalmente, profissionalmente, e espiritualmente. Deixei a barba crescer, fiz tatuagens, coloquei mais piercings, (nunca tive tantos, mas agora já tirei alguns). Arrumei meu primeiro emprego (só arrumei). Aprendi a pedir perdão e perdoar, agradecer mais do que reclamar, viver mais do que sonhar. Entender que, algumas coisas eu só posso aceitar, não adianta eu tentar mudar. Enfim, vivi, sem medo de errar, e errei muito.

“Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. {…} E me perguntei a que me referia com ‘coisas frágeis’. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também”. (Coisas Frágeis – Neil Gaiman)

Não sei se vocês algum dia já perceberam, mas, Neil Gaiman é como se fosse um tutor para mim, e ‘coisas frágeis’, é uma das categorias de texto do meu blog. Acho que não preciso explicar por quê.

Basicamente, foi isso que me veio à cabeça para escrever na retrospectiva. Se ficou boa ou ruim, não saberia dizer, mas ficou real e sincera, e era esse o meu objetivo.

PS: Hoje, exatamente um ano atrás, eu me instalei aqui em Curitiba. Por quanto tempo eu vou ficar aqui? Mantenho a dúvida.

Um dia, uma vida

– Quanto tempo leva para se esquecer um sorriso? – Talvez um dia, um mês, uma vida. Logo logo eu não vou mais lembrar da cor dos olhos seus e tu não lembrarás da cor dos olhos meus. Um amor supostamente eterno pode acabar, e sempre acaba. Mas se for para lembrar de algo bom, eu sempre vou me lembrar de você. Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria tudo igual, só não colocaria sentimento, pois sentimento é o início de todas as coisas e também o fim de todas elas. Agosto começou com sol e céu azul, com a voz do professor ecoando na aula de Sociologia, citando Newton, Rousseau, Berlusconi e corrupção. Minha mente viaja pra mil lugares distantes daqui, enquanto imagino uma praia deserta com o som da brisa do mar, com as minhas irmãs e várias pessoas que foram convidadas. O eterno às vezes dura apenas um segundo, e a vida dura um segundo ali. Os pensamentos estão em paz quando a mente está em harmonia com o corpo e com a natureza. Se a vida fosse uma fita cassete, pra que ponto dela você rebobinaria? Acontece que, nos tempos modernos, VHS é raridade, e o Blue Ray está invadindo as mídias. Acontece que, pessoas raras não existem mais, ou são raríssimas de encontrar. Pessoas que amam as coisas simples: uma troca de olhar retribuída, um sorriso singelo, um carinho no topo da cabeça, um afago nos cabelos, uma troca de favores sem segundos interesses, uma ligação inesperada, um abraço confortante, uma palavra amiga, uma visita boa, uma caminhada no parque, entre tantas outras coisas bonitas; e as coisas bonitas já quase não existem mais. Que Agosto faça com que eu continue sendo uma pessoa rara, que transforme um segundo numa eternidade. Que toda vibe negativa trazida por Julho se converta em energia positiva, e que eu consiga passar essa energia para todos ao meu redor, pois metade de mim quer o bem, e a outra metade luta pela paz. Que eu continue produzindo coisas bonitas, e apreciando as coisas bonitas. Que eu leve meu sorriso de criança brincalhona onde quer que eu vá, e que nada nesse mundo abale a minha fé ou a minha paz. Por fim, que eu tenha a sorte de encontrar pessoas semelhantes a mim pela caminhada da vida, pois é bom olhar pro lado e ver que existem pessoas que pensam da mesma forma que eu, porque é bom olhar pro lado e ver que não estou só.

Where you end is where I begin

Há algum tempo quero escrever sobre este tema, mas faltava uma luz, um brilho que me enviasse as palavras certas. Veio ao som de Careful with that axe, Eugene. Quando gostamos muito de alguém, acabamos por criar qualidades que a pessoa querida não tem, eu mesmo faço isso muitas vezes, aliás, sempre faço. Dessa vez, não raramente, foi isto que conheceu, gostei da imagem que criei de ti, e não da pessoa que és de fato. Nos gostamos pelo fato de precisarmos de alguém, não por gostar, de fato. Pode parecer confuso, mais confuso que eu impossível, ainda assim, confuso. Foi isso que aconteceu, e nestes loucos tempos de alucinação, confiar em alguéns é quase que uma missão suicida, para a qual todos nós já fomos enviados, ao menos uma vez. Confiar em ninguém, além de si mesmo, aquele papo todo. É dificil seguir por conta própria, manter a fé nesse mundo cão. Vejo um arco-íris no fim disso tudo, um nascer do sol no topo da montanha, uma flor que arranquei ao pé da montanha, plantei, reguei e adubei. Erva daninha que podei pra que você pudesse passar. Vejo uma casa na praia, com um pôr do sol para amar as ondas e a brisa vinda do mar. Um chalé num campo perdido, com nada mais que o necessário. Cuidaremos de tudo isso até o fim dos nossos dias, novas flores vão nascer ao pé da montanha, novas brisas vão soprar. Já não estou mais aqui, nem no topo da montanha. Ficar na bad não rola, vou levar só o que foi bom, e até que foi bom. Não se tratava de relacionamento, nem de algo mais sério, era só uma coisa tão comum e banal: a necessidade de um outro alguém. Uns buscam dinheiro, outros o amor pra vida toda, hoje eu só quero e procuro a minha paz.