Desalento

a dor do outro é algo mais comum do que se imagina, e eu a senti. ao me deparar com a soberba e maliciosidade do poder judiciário que indeferiu o pedido de pensão alimentícia após a exoneração de um contrato de aluguel. mexeu comigo de tão longe, me embrulhou o estômago, por imaginar a dificuldade que esta mulher e seu filho pequeno estão passando, por mesmo estando inserido nesse meio não poder fazer absolutamente nada para ajudar. a não ser dizer tudo isso aqui, para quem sabe um dia alguém leia e saiba como muitos órgãos públicos funcionam no nosso país. tudo extremamente lento, tudo extremamente burocrático, aos olhos pessoais tudo é urgente, devendo ser feito na hora. quando é a terceira pessoa do singular tudo pode esperar, mesmo que esteja sem teto, com fome. é assim que funciona a justiça brasileira. sinto um profundo ódio internalizado, que espuma no meu estômago e na minha garganta, respiro até ofegante, com dificuldade. isso vai muito além de tudo aquilo que a mídia anuncia e que as pessoas não tem acesso, pois é tudo quase restrito, onde nós temos que prestar esclarecimentos por tudo, compras no supermercado, farmácia, roupas, restaurantes e todas as outras necessidades básicas, enquanto os coronéis estão no poder dando risada. se o deus onipresente e todo poderoso realmente existisse, nós mesmos teríamos o crucificado. o diabo se diverte enquanto resta apenas esse sentimento chamado desalento.

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