Blues

Poeira e vidro habitam em tudo. São apenas jovem vagando pela noite. Baby, eu te disse: apaixonar-se é suicídio lento, temeroso. Escuta os passos? É só o amor andando lentamente e saindo de casa. Baby, são só velas vazias e cheias de vento. Vamos embora daqui, hoje a noite não tem luar e nosso lugar é em qualquer lugar. Baby, o mundo é tão grande e ao mesmo tempo tão minúsculo em galáxias distantes. Me disseram que a vida é mais bela com Blues e Whisky. Por que não tomas um copo? – Duas pedras de gelo, por favor. Foi o que ela disse. Cabelo solto, calça de renda e os cabelos negros da cor do céu de outubro. Me olhou com aquela cara perigosa de quem sabe exatamente onde quer chegar. Ela disse: Baby, silêncio quando eu falo, olhe fixamente para mim. Vou hipnotizar você. A vida na cidade é uma festa sem hora pra acabar. Os moribundos estão pelas ruas, os monstros se soltam de dentro de nós. Baby, eu conheço os quatro cantos da cidade, lugares que não deveria e lugares que você não deveria estar. Acende o cigarro e faz careta como quem sabe que é errado mas faz assim mesmo. – Tem um isqueiro pra emprestar? Aquele gesto típico de isqueiro imaginário e um riso frouxo logo em seguida. Blues e Whisky, é tudo que precisamos pra hoje a noite. Baby, só essa noite.

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