Tudo

que eu me dedico a fazer, desde pequenos atos até pequenos delitos, são por amor. Não a alguém, nem pelo o quê. Simplesmente faço, por amor. O verbo que ninguém diz, eu ouso dizer. A música que ninguém ouve, eu canto em voz alta. A palavra que traz medo, eu faço questão de escrever, e reescrever. O zelo que poucos tem, eu faço questão de preservar. Vai além de mim e de ti(s). São apenas efeitos colaterais positivos que aparecem no meio do caminho. Eu não tenho nada, a vocês eu ofereço tudo. O meu mais sofrido verso, a minha melhor rima, até minhas canções. Ofereço também meu mais sincero pranto, que deixou de aparecer. A atenção que eu não tive, eu dedico a vocês. O medo que eu tenho, repasso a vocês em forma de cuidado, e segurança. Opostos não se atraem, somam-se, complementam-se. O meu vazio é transferido a vocês em forma de luz, e de felicidade. Tudo que eu não tive, eu faço questão que vocês tenham. Em troca, não peço muito, só um pouco do seu tempo e um pequeno lugar na sua vida. Onde ninguém seja capaz de me espelhar e se modificar. Amor quando consome tudo em alguém, deixa de ser veneno em um, e se torna cura, antídoto em outro. O amor é capaz de mudar o mundo, capaz de terminar uma guerra. Esqueceram de nos dizer que ele pode começar uma guerra também. O amor está em tudo, menos dentro de mim.

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