Retalhos

Estava cá eu pensando no que é a vida com fantasmas travestidos de pessoas ao nosso redor, e como tudo muda sem darmos conta que tudo mudou. Para quem quer que esteja pensando que escrevo sobre eles, esse eu fiz por vocês. São só retalhos que lhes mando, retalhos de amor, de uma parte dos meus sonhos. Como uma lembrança boa, um sopro de vida. Uma peça de teatro. A minha alma é um eterno reflexo daquilo que meus olhos esquecem de enxergar. Nela cabe um broche, uma agulha de tricô, um trecho de carta, um adeus que não soube se perder, um grito no espaço, um tiro no escuro, um amor indivisivel e quieto. Cinza. Cabe a vida que eu tento viver. Cabe um pensamento seu, o mundo como ele é, estranho do jeito que é. Surgido do incompreensivel e tão simples de sê-lo. Eu rabisco desenhos de galáxias distantes, no ato mecânico (e mágico) de criar arte. Onde nada se perde, nem mesmo na destruição. Eu sou o arquiteto da minha própria destruição, e o engenheiro da minha chance de luz. O meu espírito é tão forte, que resiste aos impulsos e às tentações do mundo, a vida e a morte diariamente. No momento do sono simulo a minha morte, e renasço todos os dias pela manhã. A minha alma é tão frágil, onde ponho tudo a perder, como se eu estivesse num casino e apostasse todas as fichas num jogo que já perdi. O que sobra do amor são só retalhos. Só retalhos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s