Manchete

A vida vai se deixando levar pelos acasos, enquanto o destino tenta (re)unir o que o tempo tratou de separar. Nunca desista dos seus sonhos, mesmo sabendo que pesadelos são sonhos também. Como o calor que aquece de súbito, o frio esfria o pensamento decorrente; onde a única vontade é sentar num Cafe, pedir uma xícara e folhear um jornal. Um roteiro de filme passa pela rua da falta de inspiração, e diz olá, enquanto pessoas ao meu redor escrevem, calculam e raciocinam números que eu não tentei compreender. O vento soprava gélido na cidade das pessoas vazias, enquanto encontrei colegas que compartilhavam experiências sobre prostitutas de baixo valor, e garotas de colegial que não usavam calça atolada na bunda. Eu ria fingindo demonstrar interesse, e comentava algo fútil e irrelevante. Talvez, meu único interesse nesses dias seja por músicas que ninguém conhece. Um suspiro entre o intervalo do palpitar da mente, que pronuncia palavras que os lábios não são capazes de dizer. As frases surgem na minha imaginação, como uma caneta que falha ao escrever no sufite, porém, se completam de uma forma incomum. Rastros de sapato deixados na terra, pistas que levam à cena de um crime perfeito: a linha tênue entre saber diferenciar um pesadelo e um sonho complexo, um espelho deixado entre o destino e o acaso.

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