Empatia e preciosidades

Não é sempre que se encontra uma joia rara, bonita e brilhante. Polir e se responsabilizar são tarefas extremamente entediantes, porém necessárias. Achei uma pequena esmeralda, límpida e clara, que passei a cuidar como se fosse a minha própria vida. Às vezes ela sorri pra mim, às vezes diz tudo que eu preciso ouvir. Às vezes me abraça na noite, às vezes me xinga e me odeia. Particularidades. Logo eu, tão Narciso e egoísta, aprendi a dar motivos pra alguém ter algo que eu raramente tive e sempre almejei, a chance de ser muito feliz, mesmo que isso custe a minha felicidade. Sempre fui livre, meio lobo solitário e fora da matilha, nômade de corações, uma ilha a parte nesse arquipélago de realidades e ilusões. Pela primeira vez na vida eu ando pensando primeiro na pequena esmeralda, depois no meu ego inflado de orgias e contradições. Logo eu, que sempre fui amante da boemia e da profanidade, estou praticando a empatia. Algo que até eu pararia pra ver, se pudesse acompanhar por um espelho retrovisor. Eu vou fazer/estou fazendo de tudo pra que esta pequena pedrinha verde e polida seja a pedrinha mais feliz que possa ser, vou lutar, argumentar, gritar e buscar tudo isso, mesmo que isso vá contra todos os meus desejos mais obscuros e singelos, mesmo que vá de contra mão aos meus anceios e preciosidades. É algo que sempre fica na minha mente, e me faz refletir por quais razões estou fazendo isso, sendo que depois de tanto tempo, era algo que permanecia inato e solidificado dentro de mim: a vontade de aproveitar todos os dias como se não houvesse o amanhã, sem me importar com nada, nem ninguém, apenas comigo e com o que fiz de mim. Tornei-me habituado aos aromas, perfumes, cheiros, odores, infinitos sinônimos, dilemas e problemas da pequenina e valiosa esmeralda, preocupo-me com ela como se estivesse pendurado num penhasco e eu tivesse que salvá-la do vento e da poeira a todo e qualquer momento. Os dias tem sido frios e ensolarados, o vento frio e congelante sopra durante o dia, pela tarde, de noite e até de madrugada, como uma canção repetida no meio do deserto. Eu não sei qual caminho vou seguir, pois todos parecem estar me levando ao mesmo lugar. Vou seguindo a natureza, árvores, pássaros e belezas, com uma única certeza: eu posso, eu quero, eu consigo, eu vou fazer o que for preciso.

Algumas esmeraldas são pra sempre…

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