Observando estrelas cadentes

O teu silêncio fez de mim um silêncio ainda maior. Me perdi no meu próprio universo onde tu eras a galáxia central. Sempre noite, quase tudo escuro, havia um pequeno brilho no meio de nós, talvez fossem pequenas estrelas cadentes. Às vezes ouvia sussuros no vazio, e o às vezes era sempre, nesse cosmos-intergalático-entre-mim-e-ti. Esperava que algum dos sussuros me trouxesse a sua voz, e quando passava um cometa ou meteorito eu fazia até um pedido. Não trouxe. Logo eu, tão pagão, rezava pro nosso-Deus-eterno-e-todo-poderoso atender a minha prece, no dia em que eu me perdesse naquelas luzes cor de painita clara, olhos das cores de alguns recifes de corais do Atlântico e do Pacífico, eu teria me encontrado, de fato. Às vezes penso que ele não existe, de súbito, retiro o que disse e caio de joelhos pedindo misericórdia, numa eterna e constante oração.

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