Depois de observar estrelas cadentes

”Muito além do que se vê, não foi o pouco que sobrou”, lembro ter lido essa frase em algum lugar. Achei genial.

Nem tudo que reluz é ouro, nem todo beijo é amor. Nem todo amor reluz, nem todo beijo é de ouro. E assim sucessivamente, enquanto tocava a sexta sinfonia de Beethoven.

Depois que foi feito todo distanciamento, toda isolação e descontato, uma trégua, a bandeira branca foi colocada no alto da montanha. Gostosa ilusão de pensar que tudo pode voltar a ser o que era. Como um café adoçado com adoçante, nunca volta ao seu gosto original. Amargo, vazio, e quente. Difícil saber recomeçar, quando o caminho que se atravessa não foi o mesmo por onde se começou. Fica a sensação de ‘podíamos ter nos focado mais’ no amor, na vida. Ter cumprido a missão de ser felizes a todo custo, por mais que o céu não estivesse azul, e que os ventos não soprassem a favor. Depois de observar estrelas cadentes, fica sempre um vazio no céu, como se o encanto estivesse perdido. No meu céu cheio de pontinhos brilhantes, tu eras e és um dos pontinhos mais brilhantes, apesar da imensa escuridão. Onde estás tu afinal, se não aqui, dentro de mim e de ti?

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