Refresco

Ela chegou devagarzinho, como um samba carioca, malandro, gingado. Fez-me curioso ao contar seus segredos de liquidificador, religião, ultrajes, ações, um batuque no pandeiro com olhar de cavaquinho. Olhar verde, verde da cor do mar, da cor de uma caipirinha de vodka, com bobó de camarão. Dois seres incriveis, misteriosos, com uma sede insaciável, que só um tocar de lábios é capaz de curar, regenerar; a auto-estima perdida, desilusões, um caminho na vida cheio de cipós, o que sobrou de mim e que tudo ofereço a ti. Pela primeira vez em muito tempo não precisei mentir que estou bem, apesar de minha fisionomia demonstrar o oposto. Os opostos se atraem, como dois e dois são quatro, contraste inevitável, magnetismo às avessas. Fogo e gelo, claro e escuro, o sol e a lua, Rio de Janeiro e São Paulo, calor e céu azul. Tudo aquilo que nos é ofertado pra nos enaltecer. Amor se tornou muito mainstream, tá mais pra parceria, camaradagem, carinho, afeto, compreensão e dignidade; mas talvez seja amor, talvez seja eu, talvez seja você, talvez seja o destino apontando pra nós dois. Fácil julgar o pecador quem nunca cedeu à tentação. Com happy ending ou não, hoje vai dar samba.

O Rio continua lindo.

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