Sombra de lucidez

Nunca se sabe onde a lucidez termina e a falta dela começa. Era o que dizia a primeira página do diário. Loucura demais pra ser são, lucidez demais pra ser louco. Realidade difusa, lente bifoco. Caos urbano e meditação. Algumas coisas foram feitas pra serem apenas perdidas, sem lamentação, sem menção honrosa; num tilintar de olhos, pronto, sumiram. Pessoas, ideias, sentimentos e valores. As palavras se embaralham, ficam confusas, mas assim estão os pensamentos, deveras. Peças de xadrez se movimentando sem direção nem sentido. Talvez rumando pro lugar onde o amor começa e o interesse termina. Luz de velas, flores à mesa. Olhar fixo nas pupilas dilatadas. De repente surgem perguntas: Qual o sentido da vida? O que fazemos? Pra onde vamos? A vida é uma aventura a qual começamos sem pedir e não sabemos quando vai terminar. Aproveitemos o intervalo.

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