Contraste entre um ego solidário e a realidade. Amor, morte e outros eles

Já se faz hora, não há outro momento senão o agora. Perigoso será se for deixado pra depois. Turbilhão de fatos misturados com o vento. Levados daqui para acolá. Comprando flores para a amada, abrindo a porta do carro para ela entrar ou descer, no melhor estilo cavalheiresco. Levando o café da manhã quando ela acorda, cozinhando e fazendo outros serviços domésticos. Segurando a mão dela e dando um beijo de leve na testa, dizendo que ”vai ficar tudo bem, meu bem”. Era assim que se distraía naquele fim de maio começo de junho. Cinzento. Procura mas não acha; não por falta de procurar. Beijos perdidos em festas, churrascos e saídas vespertinas. Em corpos unidos no aguardo, esperando alguém que ainda não apareceu. Afetos e apegos levados pela brisa, o vento não traz de volta. Modismo exagerado, alguém sempre nos observa do outro lado. Enquanto desencontram com a vida, terráqueos vão morrendo, de aids, de malária, até tuberculose. Pode escolher. Simplesmente morrem. Paft puft. Salvariam todos se pudessem, mas como salvar outros alguéns sem saberem salvar a si próprios? Ego solidário? O silêncio grita por aqui.  Inutilmente pregam a paz, a igualdade de direitos, o amor.  Pregam tanto que os valores se inverteram, se banalizaram. Não precisa ir muito longe. Malabaristas no semáforo, o garoto de 8 anos vendendo drogas na esquina, mendigos vagando pelas ruas. A garota de 14 anos grávida sem saber quem é o pai. Filhos roubando os pais pra ter um barato. Tudo isso é mais do que normal, hoje. Pra nós não, deitados eternamente em berço esplêndido, sempre com tudo na mão.  Reclamando dos amores perdidos, e essa coisa toda. Nada disso é normal. Não deveria ser, pelo menos. Sociedade onde tudo é muito fácil; Sexo, drogas, cigarro, beijar alguém, se endividar, embriagar-se, viajar pro exterior; Mais fácil ser morto pelo sistema, do que viver. Cocaína, doce, haxixe, o tiozinho deixa você escolher. No meio dessa putaria toda, desse lixo todo, dessa banalização, desse egoísmo, dessa falsidade, será que existe lugar para um ego solidário? Pra um cavalheirismo à moda antiga? Para as coisas boas e puras da vida? O tempo não irá dizer nada. Mais amor, por favor. O mundo tá precisando. A tristeza e os desafetos a gente guarda no bolso e segue sempre em frente, sabe-se lá pra onde. Não sabemos pra onde vamos, mas sempre estamos no nosso caminho.

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