Talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor

Assim diz Mestre Caio. Meados de abril, aquele começo de outono que parece o auge do verão. Calor desgraçado, suor, muvuca, raramente chove; aglomeração de tudo que é ridículo, incluindo pessoas. Ultimamente distraía-se com alguns textos de Almeida Garrett , José de Alencar e com algumas noites sem dormir. Às vezes quando o sol se punha, bebia sozinho, a brisa soprava, escrevia cartas que nunca eram enviadas. Uma tentativa quase desesperada de ser reconhecido, já que em sua volta sentia-se apenas mais um. ( Mal sabia que em qualquer lugar do mundo seria exatamente desse jeito. ) Valores que ninguém pratica mais e que pro ego dele, são essenciais. Nunca tinham resultado em nada. O certo e o errado deixaram de ter algum sentido, mas não é porque você se cansou de fazer as coisas certas que tem que começar a fazer coisas erradas. Nem sabia como fazer algo errado, nem como começar, já que sempre tentou fazer tudo certo, acaba sempre errando quando coloca sentimento. Traíram sua confiança, partiram seu coração, bagunçaram seus pensamentos, omitiram a verdade. Tudo isso fez com que não quisesse sentir mais porra nenhuma. Nem amor, nem ódio, nem felicidade, nem tristeza, nem rancor, nem perdão, nem ressentimento. Só uma solidão que doi por dentro toda vez que colava mais uma decepção no álbum particular. Solidão que faz morada no pensamento e que traz frio ao coração. As folhas vão cair. Inverno cresce aqui dentro.

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