Was it a dream?

É tão estranho começar sem saber quando tudo começou; Apresentação, título, identificação? Não saberia dizer. Talvez novembro, outubro do ano passado. Álbuns de fotos. Assuntos meio confusos na época, pós-namoro, cinema, Alphaville. Tinhas me pedido pra olhar cada fotografia, e ver se alguma não estava boa. De trinta e algumas, 3 não tinham me agradado. Te disse, foi lá e tirou, simples assim, como o tic tac de um relógio.

O pretexto sempre se repete, over and over again. Como já escrevi uns tempos atrás: as feições mudam, outro sorriso, outro afeto, outro rostinho bonito, outro apego repentino, distância sempre presente, mas o roteiro continua o mesmo. Com alguém de longe daqui, tudo parece ser mais simples, com alguém de quem tenho pouco a esconder, os fantasmas do passado não me assombram mais, mas ainda é difícil, se deparar com algumas pessoas andando pelas ruas, e que viram a minha pior fase.

De uns tempos pra cá tornou-se muito essencial, vital, minha melhor amiga, distante. Alguém que eu posso contar meus medos e segredos, sem nada a temer. Sem aos menos ver-te. Alguém que eu nunca tive por aqui, e talvez nunca venha a ter, apesar de nunca ser uma palavra muito forte. Também, de uns tempos pra cá, disse-me que eu era seu melhor amigo. É bom saber disso, mas é triste saber que eu nunca vou ser mais do que isso, o seu melhor amigo. Por enquanto é assim, e sabemos muito bem. Vai saber o que reserva o dia de amanhã. Gosto de ti, longe, perto, sem ver-te, tanto faz. A você eu amo muito, às vezes me engano, às vezes me surpreende. Mesmo que não digas com clareza, sei que tens algo por mim, afeto, consideração, ou apenas simpatia. Algo além do ‘amo você também’. Não saberia dizer.

Eu gosto quando me contas do seu cotidiano, escola, bebedeiras, família, futuro, babados, expectativas, memórias. É como se eu fosse uma criança vendo desenho animado e não soubesse nem quisesse desligar a TV, fico apenas imaginando como seria fazer parte dessa história em quadrinhos. Quando não me falas algo, sinto como se estivesse brincando de cobra cega e a venda me impedisse de ver algo, algo que não quisesse. Ou que acabe a brincadeira. Quando não me falas, a grade de programação muda, é geralmente algo que eu não gosto, a venda apertando nos olhos. Uma pilha de livros,  pensamentos flutuantes, pelúcias, fones de ouvido. A vida longe de ti.

Você vai ser sempre a Blair Waldorf. No caso, Upper East Side é a parte nobre de São Paulo. Com seus Chuck Bass, Nate Archibalds e as super festas que aí tem de monte. Talvez eu nunca seja como eles, nem tento ser. Vou ser sempre o Dan Humphrey, tomando xícaras de café, escrevendo alguns artigos, tentando ir atrás dos meus sonhos, meio sem jeito com as palavras, meio Rufus às vezes, e com um coração pequenino, que é capaz de amar outra vez, longe, perto, tanto faz. Mesmo depois de ser partido e remendado, tantas e tantas vezes.

Ily. Always have, always will.

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