Mundo em frenesi

Amor é tudo ou nada. É guerra, é paz procurando levantar a bandeira branca. É veneno, antídoto, sussuro perto do ouvido, gritos frenéticos. Sorrisos, decepções. Alegria, tristeza. Olhares, olhos fechados. Sonhos, pesadelos, horas sem dormir. Pensamentos além. É também companhia, solidão. É amizade, é inimigo, é sentir-se vivo, perto da morte. É cada pulsada do coração, cada respiração acelerada, quase salta do peito. É boca na outra, é mão na cintura, em outros lugares, mordida de leve. É dia, é noite, aurora boreal, eclipse parcial da lua. A gente esquece do perigo que é colocar o nosso destino na mão de alguém e pensar: toma, é seu. Faça o que bem entender. É também carinho, simples convenção, interesse, jogo insano, parceria, cumplicidade, brincadeira, canção de ninar. Facilidade, complicação, compreensão, segredos escondidos, nunca saberão. Amor é tudo. Amor é nada. Ela é amor. Amor é o mundo em frenesi, líbido, pudor, perversão, mesquinhez, ação do tempo, santidade, conversão. Muito mais do que a gente imagina. Tudo, sem nada explicar, amor não se explica. Se sofre junto, ou sozinho.

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