No silêncio das carteiras

Há ideias esperando para serem divulgadas. 15 pras 8, mostrava o relógio digital. Vozes vinham de longe, tac tac dos passos vindos do corredor davam um ar misterioso ao recinto. Carros e motos transitavam pela rua, vez em quando tremiam as paredes ou doíam os ouvidos. Não fazer nada já é fazer algo, se pensasse em dizer alguma coisa, já estaria dizendo, que talvez a vida seja um playground e basta saber pagar e se divertir.

A moça bebericava água em sua garrafa prateada, risadas vinham da mesa lá fora, e uma máquina de construção liga suas turbinas. Já passara das 8, e não se ouvia um barulho sequer, agora. Pensamentos nublados, não sabem ao certo no que pensar, um telefonema já tinha sido dado, não demoraria até que aquele clima fúnebre deixasse de existir. Não aguentava mais o tic tac do relógio, o tac tac dos passos, aquelas vozes distantes, na verdade ecos, a buzina das motos, o ruído dos carros. Continuou ali fazendo tudo/nada, dizendo algo pensando. Logo ali, no silêncio das carteiras, esperando a hora que o tic tac indique a hora certa de partir, dali, nos últimos dias. De todos.

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Um comentário sobre “No silêncio das carteiras

  1. Muito bom o texto : D….apesar de ter “parado” de fala comigo ainda admiro esse dom da escrita que tu tem

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