Don’t stop breathing

Quando não se tem nada, nada se põe a perder. Era o que vinha escrito na capa do jornal. Chovia forte em Manhattan, a chuva pegou Zack desprevenido, Alice tinha saído com o carro, e ainda faltavam alguns km até chegar na estação de metrô mais próxima. Não havia nada na rua além de passos apressados procurando um lugar para abrigar-se. Zack entrou num bar cheio e pediu uma dose dupla de Martini, a garçonete além de trabalhar no bar era também sua secretária no escritório. ”Ora ora, que surpresa agradabilíssima” disse em tom meio curioso, meio irônico. ”Tirando um lucro extra, é?” Fitavam-se. ”A vida é muito mais do que organizar papéis e tomar xícaras de café” disse Zack em tom de chefe, um pouco rude, deveras. Há lugares para serem visitados, ideias para revolucionar. Experou o fim do expediente da moça, a chuva cessara e o arco-íris despontava brilhante e belo no céu. Disse que era hora de ir, saiu andando apressado pela porta lateral do bar, a moça gritou, pedindo que ele a esperasse. Queria levá-lo ao cinema, mas ambos estavam exaustos. O trajeto foi se tornado familiar, já estavam na avenida do apartamento de Alice, esposa de Zack. Chegaram no 7° andar, aquele pó característico impregnado nas narinas. Usaram o elevador com a maior naturalidade possível. Abriram a porta e deram de cara com Alice aninhando-se com um desconhecido, juntaram-se a eles, e os 2 casais amaram-se loucamente até quando puderam. O sol brilhava forte, já no fim da tarde. Afinal, não pode chover todo dia.

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