Maybe cliché, sticking touché

Vazio. Uma boa definição para mim. Faz algum tempo que não possuo nenhum sentimento, bom ou ruim. Foi ilusão minha pensar que, uma dúzia de cigarros e várias bebidas fortes fossem apagar da memória, pessoas que um dia pensei que fossem permanecer na minha vida para sempre. São poucas pessoas que não me enjoam facilmente. Aprendi da pior e mais real maneira, que a vida não para pra você juntar os cacos, não importando em quantos pedaços o coração foi partido. Ainda que fosse bonito igual a gente idealiza, mas é uma merda de músculo feio, porém vital. Pior foi quando descobri que o coração não sente nada, que tá tudo na mente. Fiquei putíssimo, devo admitir. Não suporto excessos, sorrisos demais, abraços demais, ”eu te amos” demais, palavras demais, atitudes de menos, falsidade demais. Palavras demais que eu digo, falar demais. Escrever é pra mim, uma válvula de escape, onde eu posso gritar e ninguém vai me ouvi, muito menos reclamar. Faço tudo certo, erro quando coloco sentimento. Deve ser a segunda ou a terceira vez que uso a frase da rainha em meus textos. Por que? Porque Clarice Lispector era uma mulher muito à frente de seu tempo, com uma visão única da realidade do mundo. Admiro-a, pra caralho.

Amor então, bora? Bora, vou relatar um pouco sobre ele in my life.

Tenho uma capacidade elevada pra me apegar à pessoas que moram longe de mim. Que culpa EU tenho se na cidade em que moro, só tem gente escrota e dissimulada. Creio que nenhuma. Já tentei de tudo, é sério. Pegar uma baranga, dizer que a ama, chamar de restart e levar comigo, sexo descompromissado, bater uma pensando na vadia do vídeo. Devo ser problemático, só pode, não é possível não ter uma guria que preste nessa cidade. Já procurei Muito, acredite em mim. Será que sou exigente demais? Creio que não. Seletivo demais? Talvez, andar com uma gretchen do lado não rola.

Os caminhos são muitos, porém as escolhas são únicas. Qual é o caminho para ser feliz?  – Ia colocar caminho da felicidade, mas vocês iam pensar bobagem – Nenhum de nós sabemos. Assim vou vivendo, sem abraços de quem amo, sem ouvir um eu te amo sincero, transformando realidades tristes em poesia a la geração modernista. Se a vida me bate, é porque sou forte, aguento. Quem sabe sou feliz no final das contas, nunca saberei, por isso, continuo caminhando.

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