Vide morte e amor

Quando seus últimos antídotos tem prazos de validade vencidos e não fazem mais efeito, a única saída é esperar o toque fúnebre e dormir eternamente. Nada nunca soou tão alto quanto os gritos do silêncio. Silêncio que pensa, que ri de sua própria destruição, que espera o momento certo para atacar. Palavras são apenas palavras, e atitudes valem mais, sim, mas o ato do grafite riscar o papel dando vida a todas elas, tem seu valor. Sentir tem sido um exercício doloroso, não havendo o retorno esperado. A distância não é problema, o empecilho é estarem distantes, as pessoas que eu daria o mundo e tudo de valor e belo que há, só para ficarem bem, e sorrir.

Nenhum ser humano é uma ilha, e eu vejo a poeira arranhada suspensa no ar, num lugar vazio e solitário, onde as ruas não tem nome, e o vento sopra gélido e afiado. Os sorrisos tornaram-se expressões fechadas, e os momentos sumiram da lembrança. Fico pensando seriamente, diversas vezes, se vale a pena todo esse esforço, se vale a pena ser correto, se vale a pena tudo isso que a sociedade manifesta ser o ideal. Nunca me senti tão vazio em toda minha vida, às vezes um abraço vai bem, um sorriso sincero, uma troca de olhares que por um instante me faça desconfiar que alguma menina goste de mim de verdade. Fico imaginando… Que louco seria.

Ficar por ficar já não me interessa há algum tempo, quero um sentimento verdadeiro e constante, nem que seja por um curto período de tempo.

Libertar-se, imaginar e viver algo concreto, sorrir, nem que seja por um dia.

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