Pequenices Cotidianas

Uma imagem idealizada de alguém pode ser letal, depende da dose.
Você quer começar, antes de sentir. Você quer parar, antes de começar a sentir.
Você não resiste, persiste, insiste com a seringa.
Não é uma droga propriamente dita, mas é tão viciante quanto.
Criamos expectativas demais, o segredo é não esperar.
Que alguém me ensine à não esperar, chego quase a implorar.
Belos dias de sol, máscaras na conserva, formol, químicas complexas.
Uma expressão, uma fotografia, uma ideologia, uma atitude, caem as máscaras.
Eu já deveria ter me acostumado, já deveria ter superado.
Mas acontece algo que não sei porque acontece, e me mata por dentro, sempre mais.
Autor difunto, difunto autor, clichê nenhum isto requer.
Amor na dose errada fere, envenena. Olhos curam, matam também.
Facilmente cativado, prazer. E tudo não parece fazer sentido.
O por quê disso, o por quê daquilo, fodam-se todos ‘porquês’, com ou sem acento.
Me falta a razão, me falta o meio-termo, nada tão simples.
Feridas que nunca fecham, com novo amor se curam, logo depois ferem, again and again.
Logo surge outro rostinho, outro sorriso, outra afeição, outro acaso.

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